Não esperem de mim, um guia turístico mostrando a beleza desta partida nação, nem tampouco um livro de história contando a feroz colonização belga na África e mais ainda as atrocidades cometidas por um tal rei Leopoldo II, na então chamada República Livre do Congo e depois de Congo Belga. O rei criou a escravidão na África e governava a colônia com mão de ferro, a despeito de um de seus filhos, hoje, Romeu Lukaku (sem rima, abegue) ser estrela da Seleção Belga de Futebol. O que vai escrito aqui, é mais de mim e de mais outras simpáticas criaturas ou mesmo as indiferentes que por mim marcando presença, tanto que agora lhes falo, como aquela portuguesinha que um dia qualquer encontrei no Manneken Pis, que, com seu casaco, enquanto o manequim mijava, fiz dele um capote de toureiro e brincamos de tourada. Poderia te falar, caro leitor, daquele restaurante, onde havia um mural. Uma praia de areia branca e mar azul e um coqueiral embaixo escrito A Palmeira. Seu dono um alegre senhor negro, dizendo-se brasileiro, sem do português uma palavra, além das corriqueiras frases, ditas com forte sotaque, aprendidas no dia a dia, talvez, com brasileiros ou portugueses frequentadores de seu bar restaurante; ou falar de duas espanholas muito lindas, porém, totalmente becis que conheci no hotel. Você poderia me perguntar o significado de becis e eu lhe diria becil é alguém que, de tão idiota, nem chega a ser imbecil e no caso delas duas, becis que é o plural do adjetivo becil que criei para definir uma pessoa que não chega nem a ser imbecil. Em virtude destas duas fiquei com um certo preconceito contra a mulher espanhola, uma das mais linda mulheres que pisam nesta terra que irá comer, sem nenhum pudor, os olhos destes bípedes implumados que nela transitam. Ou no casal francês que, no trem, (os portugueses chamam comboio) me viu lendo um livro de cinema, do qual não tenho a menor lembrança, sabendo ser de cinema, porque o casal, ao ler título, perguntou-me se eu estudava cinema. Muito simpático, me disse ser primo de Jacques Demy, diretor que se tornara famoso com a direção do filme Les Parapluies de Cherbourg. um musical de sucesso estrondoso e que praticamente lançou Catherine Deneuve ao estrelato. Bruxelas, tem algo a ver com bruxas? Muitos iam para comprar cigarros, porque mais barato que na França. E eu, nem sei.
O Manneken Pis, o curumim belga, tão pequititito, 61 centímetros, urinou em mia cabeça e eu nada fiz. Ah, mulequim, ah se te pego! T’arranco esta pitoca! Por falar pitoca, vou atravessar a fronteira do México e mijar na cabeça de mister Trombeta, quero ver se ele é macho mermo.
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