Na Grote Markt, a Praça Grande, me atrapalhei. Andava e andava e andava e encontrava a saída para casa, o hotel que me hospedara. Perguntar, ofendia e me ofendiam. O tom me denunciava. Nem sempre bem-vindo, o forasteiro. Que fazer, então? Sentar e chorar? Apreciar, me deleitar, curtir a carraspana. Rir d’outros bebuns cambaleando nas calçadas. Aquela, coitada, linda mulher, envergonhada e se rindo, o mijo escorrendo em longas pernas, mostradas na mini-saia cor de sangue, apoiada nos ombros do namorado, visivelmente conturbado com a intemperança da companheira,  eu te disse não beber tanto, para querido. Dizia ela, entre rindo e chorando. O mijo me persegue, aonde quer que eu vá. Num motel, um dia, minha namorada mijou em cima de mim no momento exato do gozo.

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